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Mostrando postagens de Agosto, 2013

Moça

E então percebo
Que é no escuro Na calada da madrugada Que me vem essa danada. 
Aquela moça travessa Que só aparece quando quer, Fica o quanto acha que deve, E que dá até um nó na cabeça. 
A que durante o dia  Teimo em perseguir Mas sem sucesso, Opto por desistir. 
E de repente, Não mais que de repente, Cá está ela, me enchendo de ideias, Me iludindo como uma serpente. 
Que bom que está de volta, Inspiração, Creio que sem você Minha vida inteirinha Parece em vão. 

SUA LINDA.

16.08.2013

Parece que foi ontem. Ontem que fiz minha primeira viagem a Bauru, para um despretensioso aniversário de um amigo que eu nem conhecia pessoalmente. Parece que foi ontem que te ouvi me chamando de moleque e fiquei ultra indignada. Também foi ontem o dia que me perguntou se eu gostava de ópera, assim: DO NADA. E aquele mês inteiro que passamos flertando um com o outro nada mais parece do que algumas horas de conversa. E naquela tarde que, de surpresa, falou que viria a São Paulo e se queria vê-lo, o mesmo frio na barriga me passou como está passando agora. Hoje. O último dia do ano que viajo a Bauru. O dia em que vamos ser felizes, como todos os outros, mas com uma pontinha mais amarga da saudade que já bate. O dia em que meu choro vai ser tanto de alegria quanto de ansiedade. O dia que vou me despedir de você bem longamente, dizer muitas juras de amor, te fazer muitos carinhos e sobretudo te amar. E fazer questão de te mostrar isso. E nessa despedida direi: até logo, meu amor. Pois sei…

Na plataforma

E então ela olha para o outro lado da plataforma, esperando que ele estivesse lá, pra lhe mostrar seu sorriso e perceber que tudo estava bem e logo ficaria melhor.

Mas ela não o encontra. A música em seus fones faz aquele sentimento amargamente doce ficar mais intenso. Está prestas a chorar.

O metrô chega, ela embarca. A angústia ficou do lado de fora, mas a saudade a acompanha enquanto escreve esses versos.

Sinfonia n. 5

E é quando o motor silenciaQue consigo ouvir a sinfonia. 
Uns graves, outros agudos ou discretos Não estão em sintonia, Mas acabam por formar melodia. 
Pulmões expandem e contraem Num vai-e-vem sem pudor. 
Do que é composta a orquestra? Respirações e ressonos  E o ronco é o tenor.
E quando o motor liga A sinfonia é silenciada, Retorno a estrada.